2011 foi um dos anos mais fortes em termos de videojogos com um pouco de tudo para todo o estilo de jogadores. Não existe quem tenha ficado mal servido e todos tiveram direito a pelo menos um grande jogo para jogar.
2012 vai certamente tentar competir com 2011 em termos de qualidade, mas se há um género que não vai sentir a falta de representantes, esse é o de Luta, estando confirmados para já Street Fighter X Tekken, Virtua Fighter 5 OE, Persona 4 The Ultimate e Tekken Tag Tournament 2 para as consolas caseiras.
Mas o ano vai abrir com Soul Calibur 5, o novo jogo da Namco Bandai dedicado especialmente ao combate com armas. Nós já recebemos a versão de antevisão, e depois de vários combates, chegou a altura de ficarem a saber o que vos espera.
Mas começando pelo jogo em si, tal como no passado, Soul Calibur 5 já apresentou um grande número de modos de jogo, estando essencialmente divididos entre o modo história, modos de treino e um jogador e ainda o online.
O modo história é um claro refazer das pazes com todos aqueles que jogaram os Soul Calibur anteriores ao quarto. Aqui a narrativa segue a história de Patroklos, o filho de Sophitia dos anteriores jogos que procura pela irmã desaparecida.
O modo história tem lugar na Europa, sendo os novos cenários acedidos pela escolha no mapa-mundo e intercalados por cinemáticas ou segmentos de narrativa feitos com desenhos e as vozes das personagens.
Mas embora o modo história seja um dos centros de interesse de Soul Calibur 5, a verdade é que o interessa é o combate em si, e este jogo está recheado dele, e claramente melhorado.
A versão de antevisão que tivemos acesso já estava muito bem composta e grande parte das personagens desbloqueadas, incluíndo os novatos nestas andanças, ou seja, Patroklos e a sua irmã Pyrrha; Z.W.E.I. e Viola, os protegidos de Siegfried; Xiba, o aluno de Kilik; Leixia, a filha de Xianghua e por fim, Natsu, a aprendiz da ninja Taki. Em termos de convidados, a Ubisoft permitiu que Ezio de Assassin's Creed 2 fizesse uma viagem até ao line-up de Soul Calibur 5. Da minha experiência n
Se juntar-mos a isto as personagens clássicas como Mitsurugi, Nightmare, Ivy ou Cervantes, é fácil perceber que o esforço feito pela Namco Bandai
foi, não só de aprimorar a jogabilidade, como torna-la mais
multifacetada. Quer joguem com um veterano ou uma personagem clássica
vão sentir que podem jogar bem com ela, e com algum treino, tornarem-se
mestres com a mesma, o que vai acabar também por distinguir os novatos
dos veteranos.
Embora ainda fosse uma versão de antevisão que necessita de algum polimento, já deu para experimentar praticamente todos os movimentos e habilidades especiais introduzidas para este jogo, que utilizam a barra de especial sendo eles o Brave Edge, Critical Edge e o novo estilo de Guard Impact.
Tanto o Brave Edge como o Critical Edge tomam partido da barra de especial para atacar com golpes ultra poderosos que descontam bastante vida. Quanto ao Guard Impact, este também foi alterado para usar a barra de especial e necessita que carreguem no mesmo botão de ataque que o adversário, enquanto carregam para trás. Estes novos movimentos vieram aumentar o nível de estratégia e prometem alterar batalhas quando menos esperam.
Para trás ficaram os Critical Finishes que acabavam com o combate e a influência que a armadura conferia ao combate, embora esta continue a estilhaçar cada vez que aplicam um golpe com mais força, deixando a personagem ligeiramente mais "arejada".
Algo que sofreu um grande melhoramento foi também o visual, que está muito mais trabalhado, tanto a nível das personagens, jogos de luz e ainda dos cenários. As personagens estão ainda mais fluidas que nunca e agora podem usar um movimento de deslocação ao estilo de Tekken, o que vem alterar em muito a jogabilidade como a conhecíamos.
Falando dos cenários, embora estes continuem a ser muito pouco interactivos, já estão recheados de muito mais vida e até zonas diferentes de luta que podem suceder entre combates ou após um Ring Out.
O sistema parece estar bastante completo, mas vamos deixar que a versão final revele mais sobre este modo de criação.
Infelizmente ainda não nos foi possível testar o modo Online devido ao facto de ser um código de antevisão e também de não haver ninguém para jogar online, mas tendo em conta que é possível criar um cartão de jogador ao estilo dos jogos de luta actuais que acumula todo o estilo de pontos e vitórias, é certo que a Namco Bandai vai dar bastante importância ao modo Online. Resta esperar que os servidores estejam à altura e exista sistema de punição para aqueles que desistem.
Soul Calibur 5 não é uma boa surpresa, mas sim algo que seria de esperar, pois em termos de combate a série não tinha perdido muito com Soul Calibur IV, mas é bom ver que mesmo assim a Namco Bandai preparou uma espécie de “pedido de desculpas” pelo modo de história algo fraco do anterior, assim como uma ou outra adição desnecessária. Soul Calibur 5 não tenta reparar o que nunca ficou estragado, mas sim, procura melhora o seu sistema de combate e modos de jogo ao encontro ao que os fãs pediram, e isso é uma grande mais-valia.
A nível dos gráficos e fluidez as coisas também estão no bom caminho e prometem ficar ainda melhores na versão final. Por outro lado a música continua épica como sempre e ainda podem mudar as vozes entre inglês e japonês, o que vai agradar aos mais puristas.
Se mantiver esta qualidade na versão final, Soul Calibur 5 habilita-se a ser logo ao arrancar 2012 um dos melhores jogos de luta do ano.
O resultado final pode ser conferido quando este jogo chegar às lojas a 3 de Fevereiro, tanto para Xbox 360 como para PS3, entretanto, podem contar com uma análise final por parte da, Brotherhood Gaming perto da altura do lançamento.
(Antevisão feita através da versão preview para PS3)
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